quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Trabalho sobre drogas na adolescência

1. Introdução

1.1 Situação Problema
Hoje em dia, em todos os meios de comunicação podemos notar que o número de adolescentes consumidores de drogas vem crescendo exageradamente e os efeitos provocados por isso estão se tornando cada vez piores. Essa questão com certeza merece total atenção, uma vez que uma sociedade formada por usuários de drogas jamais será tida como um exemplo , ainda mais se tratando dos jovens, que serão os cidadãos do futuro.
1.2 Fundamentação teórica
Com base no material estudado pelo grupo pudemos perceber que a realidade do uso de drogas vem se tornando cada vez mais presente em nosso país, até mesmo com crianças e jovens (Agência Estado 2009). Embora muitos adolescentes prefiram se manter afastados por diversos motivos, o que pode ser considerado algo muito reconfortante (Revista Veja, 29 de maio de 2008) , ainda existem muitos que não têm conhecimento dos danos causados por essas substâncias. Muitas são as teorias sobre o porquê da opção pelas drogas, alguns dizem que é responsabilidade da família, outros da própria pessoa, ou a influência das amizades e ainda existe quem não tenha seu conceito formado, mas com certeza o mais importante não é saber de quem é a “culpa”, mas sim como tratar o dependente ( Associação Parceria contra as drogas, 2009).
1.3 Justificativa Do Tema
Como adolescentes, nosso grupo teve a curiosidade de conhecer e tentar compreender as idéias de outros jovens a respeito do uso de drogas que geralmente tem início nessa fase de vida, ainda mais numa época em que o assunto tem passado tão despercebido pelos olhos da maioria.


1.4 Objetivos

1.4.1 Objetivo Geral
-Estabelecer a relação entre o uso de drogas e os adolescentes.

1.4.2 Objetivos Específicos
- Encontrar os principais motivos que levam os jovens a fazer essa escolha.
- Identificar os impactos que se estabelecem no ambiente familiar e social por meio do uso de drogas.
- Procurar medidas de prevenção e tratamento.
- Aprofundar nosso conhecimento a respeito do tema.
-Conscientizar jovens através da exposição do trabalho.

1.5 Delimitação dos focos de interesse
Essa pesquisa tem como foco a obtenção de informações tal como o nível de conhecimento dos jovens a respeito de toda a problemática que envolve o uso de drogas, os riscos, as conseqüências, as causas, o fator da conscientização além de muitos outros aspectos.
Hipótese
Jovens sem nível de conscientização suficiente podem acabar se prejudicando ao se envolverem com o “universo das drogas”.


DESENVOLVIMENTO

2. Desenvolvimento

O desenvolvimento deste trabalho foi dividido basicamente em 3 etapas, a escolha e compreensão do tema, a coleta de dados, e por fim a análise e apresentação das informações obtidas. Todas as etapas citadas foram executadas com base nos conteúdos e orientações que nos foram passadas nas disciplinas de estatística, laboratório de informática aplicada e redação. Durante o desenvolvimento da atividade houve o máximo de preocupação no sentido de esclarecer os dados e apresentá-los de forma mais clara, dinâmica e objetiva possível. A colaboração de toda a equipe foi imprescindível para que se chegasse ao resultado que será apresentado a seguir.

2.1 Metodologia

2.1.1 Tipos de pesquisa
Pesquisa realizada por meio da aplicação de um questionário para coletar opiniões que serão convertidas em dados estatísticos.

2.1.2 Dados a serem utilizados
Serão utilizados dados de caráter tanto quantitativo como qualitativo.

2.1.3 População e amostra


2.1.3.1 População
A população alvo deste trabalho pode ser definida como jovens moradores da cidade de Bauru/SP com idade entre 13 e 19 anos (idade em que se começa a ter mais conhecimento sobre o tema em questão).


2.1.3.2 Amostra
Trezentos (300) jovens moradores de Bauru e estudantes de escolas públicas a particulares (para que a classe social não venha interferir nos resultados).

Escolas públicas:
- Colégio Técnico Industrial
- E.E Moraes Pacheco
- E.E Plínio Ferraz

Escolas Particulares:
- Colégio Dinâmico
- Yázigi Internexus


2.1.4 Forma de Obtenção de Dados
Os dados referentes à essa pesquisa são baseados nas opiniões de 300 entrevistados que responderam um questionário composto de 5 perguntas a respeito de suas características pessoais e socioeconômicas e 13 perguntas inerentes ao tema “uso de drogas na adolescência”.


2.1.5 Tratamento de Dados
Cada um dos integrantes desta equipe tabulou e organizou no Microsoft Excel os dados obtidos nos questionários aplicando nesta tarefa os conhecimentos adquiridos na disciplina “estatística”. A partir destes foram criados ROL (para algumas questões quantitativas), tabelas e gráficos para cada uma das perguntas feitas.

2.1.6 Limitações da Pesquisa
As limitações ou “deficiências” desta pesquisa estão relacionadas principalmente ao tamanho da amostra. Esta é relativamente menor que a população em destaque. Portanto, os dados apresentados não devem ser considerados como exatos e absolutos, pois a diferença entre o espaço amostral e a população, como já dito, podem ocasionar em uma margem de erro.

2.2 Resultados e Discussão

2.2.1 Tabelas e Gráficos
Para melhor compreensão de alguns termos técnicos utilizados neste item consulte o glossário da página X.

2.2.2.1 IDADE
Rol da Idade dos entrevistados:
13-13-13-13-13-13-13-13-13-13-13-13-13-13-13-13-13-13-13-13-13-13-13-13-13-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-14-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-15-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-16-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-17-18-18-18-18-18-18-18-18-18-18-18-18-18-18-18-18-18-18-18-18-18-19-19-19-19-19-19-19-19-19-19-19-19-19

Tabela de Idade dos entrevistados


Média: 15 anos
Mediana: 15 anos
Moda: 15 anos
Desvio Padrão: 1.8

Gráfico de Idade



2.2.2.2 SEXO

Tabela de Sexo dos Entrevistados


Gráfico do sexo



2.2.2.4 RELIGIÃO DOS ENTREVISTADOS

Tabela da Religião dos entrevistados


Gráfico da religião



CLASSE SOCIAL

Tabela da Classe Social dos entrevistados


Gráfico da classe social



2.2.2.6 CONHECIMENTO A RESPEITO DAS DROGAS



A maioria das pessoas alegaram ter conhecimento médio sobre o assunto, o que não é muito preocupante, mas ainda assim o nível de conhecimento poderia melhorar bastante para que fosse evitado o uso de drogas em qualquer idade.

Gráfico do conhecimento à respeito das drogas



2.2.2.7 LEGALIZAÇÃO



A maioria das pessoas optou por não legalizar as drogas, afinal as drogas já fazem muito mal e o que deve ser feito é combater e não legalizar.

Gráfico da legalização das drogas



2.2.2.8 IDADE QUE O DEPENDENTE COMEÇA A USAR



Média: 13 anos
Mediana: 13 anos
Moda: 14 anos
Desvio Padrão: 7

Segundo nossa pesquisa, o uso de drogas se inicia em grande parte, dos 12 aos 15 anos, e isso é muito grave, pois é nessa idade que o jovem está formando sua opinião e esse contato pode acarretar em conseqüências gravíssimas.

Gráfico da idade em que o dependente começa a usar



2.2.2.9 REAÇÃO AO DESCOBRIR QUE O AMIGO FAZ USO DE DROGAS



A maioria das pessoas iria ajudar um amigo que estivesse nesta situação, o que é muito bom, pois nem sempre um dependente químico consegue se curar sem a ajuda de seus amigos e familiares

Gráfico da reação ao descobrir que o amigo faz uso de drogas



2.2.2.10 MOTIVOS PARA USAR DROGAS



Por este gráfico podemos perceber que o principal motivo para o jovem começar a usar drogas é a própria curiosidade, mas os amigos também influenciam muito nesse aspecto.

Gráfico dos motivos para usar drogas



2.2.2.11 CAMPANHAS DE CONSCIENTIZAÇÃO TÊM EFEITO?



Não nos surpreendemos com o grande número de opções “não”, pois as pessoas não estão satisfeitas e o governo devia melhorar essa campanha contra as drogas.
MOTIVOS PARA NÃO USAR DROGAS (!)



Neste gráfico percebemos que a maioria dos jovens que não usam drogas, é por medo da dependência química e biológica que as drogas causam, outros fatores de extrema importância para o jovem não usar drogas é a família e os valores morais.

Gráfico dos motivos para não usar drogas



PIOR CONSEQUÊNCIA DO USO DE DROGAS (!)



Analisando o gráfico, podemos perceber que a pior conseqüência seria a dependência, sendo até pior que a própria morte, e os entrevistados também acham que o preconceito é quase tão ruim quanto à morte

Gráfico das conseqüências do uso de drogas



NOTA PARA A CAMPANHA DO GOVERNO CONTRA AS DROGAS



Média: 5.7
Mediana: 5.7
Moda: 5.9
Desvio Padrão: 2.7
Porcentagem referente a representatividade da média :

MANEIRAS DE CURAR UM VICIADO (!)


Existem várias maneiras de curar um dependente, mas segundo nossa pesquisa, a maneira mais eficiente seria a vontade própria, já que o dependente precisa ter consciência do vicio e querer se curar.

Gráfico das maneiras de curar um viciado



É POSSÍVEL CURAR UM VICIADO



Com os resultados obtidos podemos concluir que é possível curar um dependente químico.

Gráfico sobre “curar” um dependente



CLASSE SOCIAL QUE FAZ MAIS USO DE DROGAS



Os entrevistados disseram que não existe relação entre ser de uma classe social e usar drogas, o que é verdade, pois as drogas atingem todas as classes sociais.

REDUÇÃO NO USO DE ENTORPECENTES REDUZIRIA TAMBÈM O ÍNDICE DE CRIMINALIDADE?



Pelo gráfico podemos concluir que reduzindo o uso de entorpecentes, reduzem também a criminalidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

3. Considerações Finais
Ao final de nosso estudo, obtivemos a confirmação de algo que deveria estar muito evidente hoje em dia, o fato de que o uso de drogas não acrescenta nada de positivo na vida de quem o pratica. Talvez alguns minutos de “prazer” que futuramente trarão muita dor e arrependimento, ou seja, um prazer que não vale a pena. Esse efeito negativo se torna ainda mais intenso quando trata-se de jovens, personalidades em formação, altamente influenciáveis. Muitos são os motivos, as conseqüências, as circunstâncias em que esse uso ocorre e o único modo de evitar que essa pratica venha se tornar algo normal para a sociedade é a CONSCIENTIZAÇÃO, a educação.
Quanto à análise dos dados coletados, podemos concluir que a população jovem de Bauru encontra-se parcialmente conscientizada a respeito das drogas e seus efeitos. Em muitos pontos de nossa pesquisa, os entrevistados mostram-se cientes de toda a problemática envolvendo o uso de drogas durante a adolescência, que é quando os indivíduos estão construindo suas idéias, seu caráter que certamente será influenciado pela experiência com entorpecentes, tanto psicológica quanto fisicamente. Em outros pontos, pode-se notar certa ignorância ou indiferença em relação a esse tema, uma postura realmente preocupante, uma vez que esse tema deveria ser tratado com total seriedade e comprometimento.
Portanto, o resultado de todo esse trabalho realizado pelo grupo nos pareceu muito positivo, uma vez que pudemos aprofundar nosso conhecimento sobre o tema , conhecer a idéia dos jovens a respeito da questão e de certa forma trazer conscientização por meio da exposição de nosso trabalho, ou seja, atingir todos os objetivos estabelecidos inicialmente.

Glossário

FAC: Frequência Acumulada
FAC %: Frequência Acumulada Percentual
Xi: Ponto Médio
Fi: Frequência
Me: Mediana (Elemento da posição central do ROL)
Mo: Moda (Elemento mais freqüente)

Anexos

Anexo A

Dobra uso de crack e cocaína por crianças, indica estudo

São Paulo - Antes consideradas as últimas etapas do ciclo de consumo, o crack e a cocaína viraram a porta de entrada nas drogas para crianças de, em média, 13 anos. Estudo nos centros estaduais de atendimento de São Paulo mostra que, em dois anos, dobrou o número de menores de idade em tratamento intensivo, passando de 179 registros em 2006 para 371 no ano passado, um aumento de 107%.
Para os especialistas, a presença maior desses dois tipos de entorpecentes reflete três estratégias de mercado que passaram a ditar o tráfico: fidelização da clientela cada vez mais cedo; facilitação do acesso a drogas de todos os tipos e diversificação do público consumidor. "Todo negócio exige ampliar o consumo e o crack não poderia continuar sendo tão restrito", afirma Luizemir Lago, responsável pela política antidrogas do Estado de São Paulo e uma das responsáveis pelo levantamento.
O crack e a cocaína já não são mais consumidos por apenas um estereótipo de viciado. A compulsão está em todas as classes sociais. Inaugurada no fim de janeiro, a clínica Jovem Samaritano, primeira instituição pública de internação para adolescentes dependentes, é a prova de que o pó virou droga de estreia. Todos os meninos que foram levados para o local, por determinação judicial, encaminhamento do conselho tutelar ou serviço de saúde, respondem com a palavra "cocaína" quando indagados sobre o motivo para a chegada "ao fundo do poço". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, 31/03/2009 - 09h35.


Resumo anexo A:
O texto fala sobre o aumento notável do uso de crack e cocaína pelas crianças. O que devemos priorizar nesse texto são os valores apresentados em 2006 e 2007(179 e 371 respectivamente), pois eles nos dão uma noção de como o acesso às drogas está fácil para as crianças, fazendo com que haja fidelização de clientela mais cedo, diversificação de usuários e facilitação da distribuição de qualquer droga. Esse texto nos mostra novas e preocupantes informações sobre como anda o tráfico.
Concordamos com o que diz Luizemin Lago, porém se essa situação não for alterada rapidamente, chegaremos a um nível critico. Com certeza as desigualdades sociais e o estado em que se encontra a família brasileira são fatores que contribuem muito para a ida de jovens para mundo das drogas. Para mudar isso é necessário criar mais projetos sociais que estimulem as crianças a praticarem esportes, a ir à escola e a se afastar das drogas. Um programa que mostra isso é “Ação Social” de Serginho Groisman, que incentiva projetos que estimulem os adolescentes a fazer uma escolha diferente. Para isso seria necessária a ajuda de toda a sociedade, pois essa causa merece toda atenção, já que interfere diretamente no futuro do país.

Anexo B
TENSÃO EM FAMÍLIA (DROGAS)
De quem é a culpa?

Cabe aos pais preparar o filho para a vida em sociedade. Mas será que nas escolas esses adolescentes, refletem a educação que receberam? Um exemplo disso é o uso de drogas. “Vários fatores levam uma pessoa ao vicio – a personalidade, os amigos e até facilidade de conseguir drogas. A família exerce influência, sim, mas até certo ponto”, esclarece Ronaldo Laranjeira, Psiquiatra.
Marcela, 53, e Rodrigo, 60, casados há 30 anos, sempre procuraram dar uma boa educação para os três filhos. A família nunca teve contato com drogas nem sabia de amigos envolvidos. De repente, eles descobriram que os dois mais velhos usavam crack e cocaína. Foram quase 15 anos de luta – e muitas idas ao fundo do poço- antes de superar o problema. “Graças a Deus, meus filhos abandonaram o vício há três anos. As duras penas, aprendi que a família pode não ser responsável pelo vício deles, mas pode ser a alavanca para salva-los.
Procuramos impor limites, repreendê-los por usar drogas, mas sempre mostramos disponíveis para ajudar.
Primeiro foi o mais novo, certo dia, recebi um telefonema da polícia avisando que ele estava num pronto- socorro, pois traficantes tentaram matá-lo. Quando me viu, chorou disse que me amava e tinha medo, mas faria o possível para sair daquela vida. Pediu para ajuda e eu o levei ao Narcóticos Anônimos .O mais velho continuou a usar drogas, na época ele trabalhava em Manaus, na empresa da nossa família. Por causa do vício era irresponsável. Finalmente meu marido percebeu que ao sustentá-lo, contribuía apenas para manter o vício dele. Sem dinheiro ele foi obrigado a voltar para casa.
Pôde ver como o irmão estava bem e resolveu iniciar seu tratamento, com nosso apoio. Hoje levamos uma vida normal e esse drama acabou nos unindo. O mais novo namora, o mais velho casou-se e hoje sou avó”, diz.


Em busca da cura

O primeiro passo é: Admitir que o filho usa drogas e concordar em ajudar. É comum o usuário de drogas reconhecer sua dependência, mas recusar o tratamento, pois acha que pode se recuperar sozinho.

Opção para quem não pode pagar: É procurar as faculdades de Psicologia e os hospitais especializados em tratamento para dependentes.

O vicio não escolhe classe social: Há drogados nas famílias de classe alta, média e baixa. A maioria dos viciados vem de famílias cujos pais não usam – nem usaram –drogas.
Não há por que ter culpa. Esse sentimento só impede os pais de procurar e dar ajuda.

Os pais devem se informar: Sobre a droga que o filho usa. Assim podem mostrar a ele os problemas que essa droga pode causar, de forma mais imparcial e menos alarmista possível.

Resumo Anexo B:
O texto “Tensão em família (Drogas)” nos informa sobre as drogas na adolescência, e o essencial papel da família na cura desse vício. Várias coisas levam alguém a adquirir esse vicio, dentre elas a personalidade e hoje em dia outro fator é a liberdade dada aos jovens que influencia muito nesse aspecto. Também é possível perceber que a família geralmente tem sua parcela de culpa, mas mais importante do que isso é saber lidar com o usuário sempre incentivando-o a abandonar a vício que só gera terríveis conseqüências para a saúde e também relações sociais com pessoas perigosas, com traficantes por exemplo. Para exemplificar o drama da vida de um viciado, o autor do texto conta uma pequena historia da vida de uma família onde os 2 filhos de um casal eram usuários.
A cura para o vício começa quando o drogado admite sua dependência e procura ajuda, para quem não pode pagar, a opção é procurar faculdades de Psicologia e hospitais especializados. O N.A (Narcóticos Anônimos) é um local que pode ajudar muito na recuperação do drogado, já que ele se depara com diferentes casos e exemplos de superação ou não. O apoio da família e amigos faz toda a diferença nesse momento, já que a sociedade em geral tem muito preconceito em relação à essa questão.

Anexo C

"Tá a fim?”
“Não, tô fora!"
Pesquisa inédita foi conhecer a cabeça dos jovens que não se drogam
Entre os diversos estudos já realizados sobre a relação dos jovens com as drogas, a grande maioria procura explicar o que leva rapazes e moças ao vício. Poucos se dedicam a desvendar os motivos que mantêm uma parte da juventude afastada da maconha, da cocaína ou das pílulas de ecstasy. Acaba de ser concluído um trabalho que analisa como funciona o freio da dependência química. Realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Universidade Federal de São Paulo, a pesquisa entrevistou uma centena de jovens de classe média ao redor dos 20 anos. Metade deles havia experimentado algum tipo de droga, mas parou logo depois dos primeiros contatos. A outra metade, apesar de já ter tido a oportunidade, nunca se arriscou no mundo dos tóxicos. Os pesquisadores se interessaram em saber como esse grupo venceu a guerra.
Nos dois casos, tanto no grupo dos que provaram drogas, mas as abandonaram quanto naquele dos que jamais as experimentaram, uma justificativa que chamou a atenção foi o receio de perder o controle. Entre os que consumiram, mas não foram adiante com o uso, predominaram respostas do tipo: "Usei cocaína e a sensação foi tão boa que, com medo, não tive coragem de arriscar outra vez". Entre os que nem sequer experimentaram, o que mais se ouviu foi: "Gosto de ter domínio sobre meus atos, e as drogas tiram a gente de órbita". Cerca de 25% dos jovens brasileiros já consumiram algum tipo de tóxico. Nem todos, porém, estão condenados ao vício. Grande parte deles usa as drogas algumas vezes e as deixa de lado. Por que muitos as experimentam e não se tornam usuários freqüentes? Um dos motivos para o abandono citado na pesquisa do Cebrid são os efeitos desagradáveis provocados pelos tóxicos. Há de se levar em conta ainda aqueles que relatam ter desistido porque os efeitos causados pela droga ficaram aquém de suas expectativas.
Para a psicóloga Ceres de Araujo Alves, professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, especializada em infância e adolescência, apesar da suscetibilidade dos jovens à pressão do grupo, a influência dos pais pode ser decisiva para deixá-los afastados das drogas. "Esses meninos e meninas que não experimentam drogas têm em comum o fato de manter um ótimo relacionamento com os pais", diz Ceres. "O diálogo é aberto e eles são admirados e valorizados em casa." De nada adianta a repressão pura e simples, o discurso impessoal e o hábito de vigiar os filhos. Como não existem regras feitas no campo do relacionamento humano, há diversos casos conhecidos de filhos que se viciaram mesmo mantendo um bom entrosamento familiar.

Referências
Infografia:
- http://veja.abril.com.br/290502/p_088.html
- http://www.comunidadepaulista.com.br/drogas_jovemrua.html
- http://noticias.uol.com.br/ultnot/agencia/2009/03/31/ult4469u39395.html
- http://jovempanfm.virgula.uol.com.br/musica/especial/?especial=689

2 comentários:

  1. site muito bom, me ajudou muito no meu trabalho sobre gráficos de drogas

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